A loira e o Pai Nosso

Depoimento do jornalista Jean Oliveira

Quando era criança, meus pais me ensinavam a fazer várias orações por dia, inclusive o Pai Nosso.

Aos 3 anos de idade, sonhei que uma mulher loira dirigia um Fusca branco e me atropelou. Eu morri. No velório, as pessoas rezavam o Pai Nosso, em volta do caixão, enquanto a tal mulher olhava pra mim e ria.

Fiquei com a imagem daquela loira na cabeça.

Aos 16 anos de idade, estava aprendendo a pilotar moto, uma CG branca, na estrada que liga Andradina ao patrimônio de Planalto. Quando estava pilotando, eu a vi outra vez, mas estava acordado. A loira do sonho estava embaixo de uma árvore. Assustado, perdi o controle da moto e caí.

Em outro episódio, lembro-me que estudava no JBC (Escola Estadual João Brembatti Calvoso), em Andradina. Um dia, saindo de moto com um amigo, eu estava na garupa quando olhei para uma esquina e ela estava lá de novo, encostada em um muro, olhando para mim. Era uma moça loira, bonita, alta, bem elegante.

Por causa desta loira, desde os 3 anos de idade posso ler cinco, dez vezes o Pai Nosso. Se você pedir para eu repetir, não consigo. Peguei trauma, não consigo decorar a oração.
A série Assombrações, publicada neste blog, reproduz histórias reais inexplicáveis vivenciadas por personagens de Araçatuba e região.




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