A assustadora loira do Maria Adelaide






Depoimento do universitário Cláudio Henrique
No ano de 1997, eu estava cursando a terceira série do Ensino Fundamental da Emef Profª. Maria Adelaide Camargo Cardoso, em Araçatuba, um local onde vivenciei momentos únicos, como a formação de amigos que perduram até os dias atuais. Tudo de bom ali ficou na memória, no entanto, algo assustador arrepiou os cabelos existentes daquela criança raquítica (sim, já fui magro) e serelepe.

A história da loira do banheiro sempre era discutida nas rodinhas do recreio. Assim como os demais, eu também não botava fé nesta lorota, que minha mãe também contava para me tirar do chuveiro, onde eu gastava vários vinténs com o desperdício de água. E juntamente com outros três amigos decidimos o seguinte: "vamos invocar a bendita loira do banheiro".

Querendo impressionar as meninas, fizemos este trato. A ideia era escapulir das aulas de Educação Física e correr para o banheiro masculino, pois no horário de aula o local ficava vazio. Então, usamos as técnicas ensinadas pela meninada para atrair a "loira": falar três palavrões, dar descarga três vezes, bater o pé direito no chão e gritar: "loira, pega eu". Antes de fazer isto, um dos colegas evacuou da área, pois ficou com medo. Que sortudo, mal podia esperar ele o que viria depois.

Então, eu e mais dois colegas permanecemos firmes ao ideal macabro. Enquanto isso, a fofoca já tinha se espalhado pela quadra onde eram feitos os exercícios. Todos estavam querendo saber sobre o fim disto tudo.

Fizemos todo o ritual, e quando gritamos "loira pega eu", saímos correndo, até agora não sei por qual motivo (risos). E quando saímos correndo, eis que damos de cara com uma senhora baixinha e loira... Era a dona Rita, servente da escola, que ia iniciar sua faxina ali. Rapaz, a gente olhou só para os cabelos da tia e saímos gritando assustados.

O resultado foi que toda vez que olhávamos para a dona Rita, ficávamos lembrando desta história, que na época me fez ficar uns quatro meses sem usar o sanitário, mas hoje é motivo de altas risadas.
A série Assombrações, publicada neste blog, reproduz histórias reais inexplicáveis vivenciadas por personagens de Araçatuba e região.