Didi, o eterno palhaço da minha infância


Que raiva me dava todo fim de filme em que o Didi ficava sozinho depois de tanta palhaçada. Eu chorava muito. Lembro-me do meu filme predileto dele, "Os Saltimbancos Trapalhões", em que a Lucinha Lins o convidava, se não me engano, para ser seu padrinho de casamento. Justo ele, tão apaixonado pela mocinha a história inteira. A tristeza foi tanta que a cabeça de burro que ele carregava derrubou uma lágrima. E eu chorei com eles ao som das piruetas de Chico Buarque.

Assistir à história de Renato Aragão na Globo, na noite de domingo e início da madrugada desta segunda-feira, foi reviver um pouco da minha infância, das risadas que dava com Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.

No vídeo abaixo, um dos quadros dos Trapalhões que consegui encontrar na internet, melhorar um pouco a imagem e colocar em meu canal no Youtube. É uma sátira do grupo à música "O Elefante", com Robertinho do Recife e Emilinha, de 1981. Sempre recebo comentários de outros fãs como eu, que o admiram e o consideram o humorista que marcou sua infância.

Um dos meus maiores sonhos é simplesmente apertar a mão de Renato Aragão. E dizer a ele o quanto o admiro, o quanto fez este blogueiro rir e chorar. Nunca consegui nem vê-lo pessoalmente. O mais próximo que cheguei dos Trapalhões foi entrevistar o Dedé.

Renato Aragão é uma das raridades deste país, nosso eterno palhaço. Que ele viva muito para receber todos as homenagens que merece.

O blogueiro José Marcos Taveira, ou Zemarcos, é jornalista há 30 anos, com especialização em comunicação social. Mora em Araçatuba, cidade do interior de São Paulo (Brasil).
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