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Matar ou não matar o rapaz?

A Polícia Militar de São Paulo passou por duas saias-justas nos últimos dias. Primeiro, foi obrigada a entrar em confronto com colegas da Polícia Civil para evitar que uma passeata se aproximasse da sede do governo.

Fiquei sabendo que tinha gente no meio da passeata mostrando celular com a música "Dança da Periquita", só para lembrar do PM que gravou um vídeo dançando funk dentro do quartel e deixar os militares mais nervosos.

Agora, saia-justa mesmo foi o resultado do seqüestro ocorrido em Santo André, que acabou com as duas vítimas, ambas de 15 anos, baleadas pelo transtornado Lindemberg Fernandes Alves, 22.

O comandante da operação disse à imprensa que o seqüestrador esteve várias vezes na mira dos atiradores de elite, mas não atiraram porque era um jovem sem ficha criminal e que cometia um crime passional. E que se tivessem feito isso, seriam crucificados pela imprensa.

Se isso tivesse acontecido - matar o Lindemberg -, imagino os programas de TV que discutiriam o caso. "Será que precisava ser morto?", perguntariam aqueles sensacionalistas, ouvindo psicólogos e tudo mais.

A imagem percorreria o mundo. "A polícia que mata", diriam as manchetes. "Um rapaz que tinha uma vida toda pela frente" e "Se a polícia fosse melhor preparada, não precisaria atirar". Sem demagogia alguma, isso aconteceria, não tenha dúvida.

Não estou defendendo o trabalho da Polícia Militar. Não vou julgar ninguém, principalmente uma instituição que tantos odeiam, mas é a primeira que recorrem ao sinal de perigo.

Apenas escrevo o que acredito que aconteceria se tivessem matado o rapaz. Como não fizeram isso, apostando que ele acabaria se entregando, o desfecho foi trágico.

Agora, a PM, com certeza, agirá de outra forma. Seqüestrou, morre na primeira oportunidade. E será que alguém vai reclamar?




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5 Comentários

  1. Concordo com vc, Zé. Eu também não saberia como agir em uma situação dessas.
    Apesar desse rapaz ser um seqüestrador e aparatemente indigno de misericóridia, ele é acima de tudo um ser humano...
    Quem sou eu para julgar o erro de alguém?

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  2. Questão complicada, hein, Zé... Olha, para casos assim, quando bandido, sou 100% a favor de elimina-lo na primeira oportunidade. Mas não se pode negar que o rapaz nunca havia cometido um crime, (ou ao menos sido pego cometendo um), era uma rapaz na flor da idade, enfim... Acho que deveria haver um limite estipulado e bem estudado por profissionais da área. Exemplo: 48 horas para se aplicar todas as medidas necessárias, como atender reivindicações, realizar negociações, enfim... Passado esse tempo, usa-se a "medida extrema". Não podemos nos esquecer que cada caso é um caso e nenhum será igual ao outro. No caso Eloá, várias outras medidas poderiam ser tomadas para um desfecho diferente. Lindemberg chegou a colocar o braço para fora para puxar a amiga Nayara para o apartamento. Não faltou um policial bem posicionado essa hora? Não poderiam ter dopado o sujeito? Uma bomba de gás ou de fumaça não poderia ser jogada antes da invasão para dificultar o restante dos tiros? A policia, no local, não deveria ter meios de saber que havia uma mesa e um rack atrás da porta? Enfim... Muitas são as dúvidas. E a unica certeza é que Lindemberg morto e Eloá viva, seria uma decisão melhor que a ocorrida...

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  3. ZÉ eu acho q a Polícia Bras.deveria se preparar melhor p todo tipo de situação,tb acho q nesse caso a policia teve várias oportunidades,não só de matar Lindemberg,mais sim de salvar a menina, mas não fizeram nada,eu acho melhor o assassino morto do que a vítima , bj

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  4. A situação é complicada...a PM sempre foi e sempre será alvo de críticas pela população, não houve o resultado morte, a PM està errada, se houvesse a morte do indivíduo, a PM estaria errada, então nunca se sabe o que fazer em momentos delicados, torço pra que um dia a PM chegue aos pés da PM dos Estados Unidos, o máximo são 24 horas de negociação, não se entregou,já era!!!

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  5. Tinha que atirar mesmo. Agora a coitadinha morre e esse infeliz fica vivo. Só no Brasil mesmo!

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