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É a cor do uniforme ou os tapinhas na bunda?

Este post não tem nada de racional. É um post de raiva, de quem torce com o coração e se frustra demais.

Acabei de assistir a mais uma derrota de uma equipe brasileira nos Jogos Olímpicos de Pequim. E justamente da equipe masculina de vôlei, que eu tinha tanta certeza da medalha de ouro pelo nível que tem.

Erros, erros e mais erros. Não é possível! Se acertassem os saques como dão tantos tapinhas na bunda uns dos outros, quem sabe a gente tivesse vencido.

Durante esses dias de Olimpíadas, perguntei-me várias vezes se nossos atletas estão imitando a cor do nosso uniforme e amarelando. Deve ser isso...

Na ginástica, por exemplo, eu tinha certeza que a Daiane dos Santos não faria nada, afinal já provou que não tem competência frente a ginastas de verdade. Mas o Diego Hypolito eu não acreditava que amarelasse. E sentou feio, literalmente.

A seleção brasileira de futebol feminino é outra. Não tem competência para agüentar a pressão de uma final e depois a Marta vem perguntar onde errou. Não adianta chorar...

Já a seleção de Dunga eu tinha certeza que seria um fiasco, assim como o técnico. Quando foi anunciado para dirigir a seleção brasileira, torci para que pudesse fazer um bom trabalho como no tempo em que era capitão. Mas o homem não tem estrutura, nem psicológica nem de escolher os jogadores. Para ajudar, teve que engolir um monte de sapos de seus superiores - leia-se Ricardo Teixeira. E nós, outro tanto.

Mas tenho um elogio ao Dunga: as críticas que fez, ferrenhas, ao pessoal da Globo, que sempre foi cheio de privilégios. Talvez seja por isso que está sendo tão fritado.

Pior do que isso, é ver a Argentina ganhar o ouro. E o Maradona dando uma de sério e criticando o Brasil...

As três medalhas de ouro acabaram vindo de formas inesperadas. Adorei que as meninas do vôlei feminino ganhassem. Foi a redenção para o técnico José Roberto Guimarães, tão criticado outras vezes.

Vibrei com Maurren Maggi - e qual brasileiro não vibrou? Ela quase se aposentou depois de ser punida por causa de doping. Deu a volta por cima também, como Zé Roberto. E ainda desfilou com nossa bandeira e a dos anfitriões, o que achei sensacional! Adoraria que um atleta de ouro de outro país fizesse isso se a disputa fosse aqui no Brasil.

E o César Cielo? Parecia uma pedra de gelo, dizendo que não havia dado o melhor de si na natação e, na final, deu. Como muito brasileiro não deu. Chorei com ele.

Outro que tinha certeza que não faria nada é o mala do Jardel Gregório. Fica batendo palmas como se o público o adorasse. Quando vejo ele fazendo isso, retribuo apontado para a TV e mostrando um dos meus dedos. Como pode um homem daquela tamanho, na hora H, também amarelar? Se aposenta, cara!

Não venha me dizer que o Brasil tem futuro, que tem problemas, que não há investimento. Todos os outros atletas do mundo têm problemas e que o Brasil tem futuro eu ouço desde que era criança.

Por que um país como o nosso tem tantos atletas amarelões ou acima do peso? Vamos parar de dar tapa da bundinha e ganhar!

Escrevo para destilar minha raiva, de torcer tanto para o melhor vôlei do mundo, um esporte que gosto tanto, e ver os norte-americanos impecáveis. Que droga!!!! Acabou sobrando para todos os outros amarelões perdedores.

Pronto, desabafei, agora vou dormir. Ainda bem que as Olimpíadas terminaram. Já não agüentava mais tanta vergonha.


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