Ouça playlist com mais de 700 músicas de qualidade no Spotify


Se você é viciado em música, sabe que o Spotify é um templo onde encontra de tudo. E melhor: pode ir alimentando aos poucos a própria playlist com todos os sons que curte.

A minha lista de músicas vem sendo alimentada há um bom tempo e não deve parar tão cedo. Venho reunindo tudo que gosto e decidi compartilhar com os leitores do Blog do Zemarcos.

Assim, caso consiga ler este texto antes de ir direito ao link, explico que vai encontrar de tudo um pouco, menos lixos musicais que fazem muito sucesso atualmente e não merecem nem ser citados.

É claro que gostos são individuais e muita coisa não será de seu agrado. Gosto de tudo que tenha qualidade, reunindo nesta coletânea rock, pop, instrumental e, principalmente, sucessos antigos e nacionais. Como Teixeirinha, que foi um fenômeno entre os anos 1960 e 70, e Nilton César, com sua inesquecível "A Namorada que Sonhei".

Há ainda Demis Roussos (já escrevi sobre ele neste post), misturado com Sia, U2, Katty Parry, passando por Almir Sater, Sérgio Reis, Maria Bethânia, Nelson Gonçalves, Nelson Ned, chegando a Seu Jorge, X Japan (grupo japonês que faz sucesso mundial), Bruno Mars, Adam Lambart, Coldplay, Michael Jackson, Malta, Imagine Dragons, Adele e muito, muito mais.

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EM TEMPO:
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Não vale a pena impor sua opinião no Facebook


Desde que o mundo é mundo, o ser humano tem opiniões divergentes. E uma grande parte tenta impor o que pensa, sempre, mesmo que inconscientemente, rebaixando a visão do opositor.

Isso acontece constantemente em casa, no trabalho, durante a balada, enfim, em qualquer oportunidade. Sua mãe acha que deve arrumar o quarto, mas você discorda, porque vai desarrumá-lo mesmo em pouco tempo, e reclama, fica com raiva dela; você quer um televisor novo para a casa, mas a esposa acha que não é um gasto necessário, e começa aí uma discussão sobre o que pode ou não ser importante para o relacionamento...

Tudo normal. É a natureza humana. O problema está na abertura que existe no Facebook para que todos possam se manifestar, sem qualquer censura. Quando existe a presença de um opositor, a discussão olho no olho, dependendo da amizade, pode ficar mais leve se pelo menos uma das partes tiver consciência de que não vale a pena brigar por discordância de opiniões.

Nas redes sociais, em que existe apenas um monitor na sua frente, parece que vale tudo. Então, a pessoa xinga, ataca, impõe a todos o que pensa e ainda aponta o dedo para o alto e diz que o Facebook é seu e escreve o que quer. Não, o Facebook não é só seu. É uma comunidade virtual que depende das amizades para funcionar. Já escrevi a respeito neste post.

Vivemos em uma democracia e defender seu ponto de vista é essencial. Mas impor o que pensa, achando que quem for contrário é um inimigo, beira a loucura e afasta as pessoas. Não bastasse a violência em que vivemos no mundo real, temos que ler isso na timeline e ver amizades sendo desfeitas.

Não, não vale a pena brigar por visões opostas sobre qualquer assunto. É imprescindível defendê-las, mas o direito de um termina quando acaba o do outro. Há espaço para ambas as partes. O que não há espaço, nem real nem virtual, é para a intolerância.

Minha despedida da Folha da Região

Foto tirada em 29/03/2018 na despedida de vários profissionais da redação da Folha: da esquerda para a direita: José Marcos Taveira, Ronaldo Ruiz Galdino, Ivan Ambrósio, Paulo Motorista, Janaína Ferreira, Aline Galcino, Fernando Lemos, Lázaro Jr., Marcelo Trevizo e Alexandre Souza

Após mais de 25 anos na mesma empresa, fica um vazio quando se quebra a rotina. Apesar disso, considero acertada a decisão de deixar a Folha da Região, jornal de Araçatuba (SP) onde passei mais da metade da minha vida. Chegou a hora de procurar novos desafios.

Reunir minhas coisas no último dia de trabalho não foi fácil. São muitas histórias em pequenas lembranças deixadas em algumas gavetas.

Ao cumprir meu plantão final, no dia 31/03/2018, um sábado nublado, aproveitei cada passo naquele corredor enorme, a caminho do estacionamento, para refletir sobre anos de aventuras e amizades. Dentro do carro, uma última olhada para o prédio e um aceno ao vigia...

Cheguei à Folha da Região em 1992, aos 21 anos, para trabalhar como repórter. Já atuava no jornalismo desde os 15 anos, em emissoras de rádio de Andradina e Araçatuba, e havia me casado meses atrás. Naquela época, os computadores ainda estavam engatinhando na redação da rua Afonso Pena; usavam monitores monocromáticos e disquetes para armazenar as reportagens. Rede interna, internet, celular? Nada disso ainda estava disponível.

Aliás, levei o primeiro celular para a redação. Uma parceria com uma empresa para a primeira cobertura digital da Expô (Exposição Agropecuária de Araçatuba).

Criei o primeiro site do jornal, onde postava as reportagens do dia para serem acessadas pelas poucas pessoas que tinham um modem com conexão discada, uma novidade em Araçatuba em 1997, quando a empresa passou também a oferecer serviço de provedor de internet, o Folhanet.

Em 1998, decidi guardar as edições virtuais para facilitar a vida de quem não havia lido no dia anterior. Surgia aí o primeiro banco de dados do site.

Em 2000, após uma visita ao Estadão, em São Paulo, criamos um portal de notícias em tempo real. Fui responsável pela criação de todas as redes sociais da Folha.

Minha carreira foi movimentada no jornal. De repórter especializado em polícia, passei a coordenador de internet, uma função que não existia até então; fui editor do jornal impresso, chefe de reportagem, editor-executivo e editor-chefe. Mas estava sempre ligado ao site, treinando equipes e atualizando, trabalhando aos domingos e feriados na cobertura de tragédias.

Um dia, você chega à conclusão que é preciso mudar, respirar novos ares, mudar a rotina. Assim, com 46 anos de idade, escrevo este texto para destacar o carinho e respeito que sempre tive e terei com esta empresa e com a família Cenci. Escrevo para agradecer, para homenagear tantos amigos que passaram pelo jornal em todos esses anos que trabalhei lá.

Tenho um enorme baú digital, com várias lembranças. Muitas foram utilizadas neste blog, um ponto de encontro para os amigos e funcionários da Folha quando ainda não existiam redes sociais. Separei muitas em um vídeo. Foi uma honra trabalhar com todos eles!

ASSISTA AO VÍDEO:

Rodrigo Murbach, reencarnação de Raulzito


Você acredita em reencarnação? É uma pergunta muito difícil de responder, porque depende das crenças de cada um. Mas quando ouve o paranaense Rodrigo Murbach, de 17 anos, cantando os sucessos do velho roqueiro, que morreu em 1989, tem certeza de que é algo sobrenatural.

O adolescente, que mora em Terra Roxa, oeste do Paraná, está fazendo muito sucesso na internet após gravar um vídeo cantando "Metamorfose Ambulante". Com a ajuda de uma amiga de São Paulo, logo viralizou e o transformou em uma celebridade virtual.

Rodrigo já deu entrevistas dizendo que não esperava tanto sucesso. Humilde, sabe que o sucesso pode ser passageiro, por isso confessa não ter grandes pretensões no meio musical.

Se você não acredita, assista aos vídeos abaixo e tire suas conclusões.

METAMORFOSE AMBULANTE:

GITA:

CAPIM GUINÉ:

EU SOU EGOÍSTA:

20 músicas inesquecíveis dos anos 1980

Ícone pop dos anos 1980, a 'patinho feio' Cyndi Lauper

Imagine o seguinte desafio: escolher apenas uma música que marcou os anos 1980. Difícil, não é?

Pois fiz esta pergunta aos amigos do Facebook para poder desenvolver este texto, e as respostas são uma verdadeira viagem a uma das melhores épocas. Isso sem contar as trilhas sonoras de filmes. São muitas, cada uma melhor que a outra.

Não é possível colocar neste post todas as indicações, mas fiz uma seleção das 20 melhores, juntando com outras que não foram citadas. O resultado você vê abaixo, por ordem alfabética. Boa nostalgia!

BEAT IT (Michael Jackson)



BILLIE JEAN (Michael Jackson)



BUILD (The Housemartin)



CARELLESS WHISPERS (George Michael)



EYE OF THE TIGER (Surviver)



FOOTLOOSE (Kenny Loggins)



FOREVER YOUNG (Alphaville)



GIRLS JUST WANT TO HAVE FUN (Cyndi Lauper)



LIKE A VIRGIN (Madonna)



MENINA VENENO (Ritchie)



SAPATO VELHO (Roupa nova)



SWEET CHILD OF MINE (Gun's N Roses)



TAKE MY BREATH AWAY (Berlin)



TAKE ON ME (A-Ha)



TARZAN BOY (Baltimora )



THE FINAL COUNTDOWN (Europe)



THRILLER (Michael Jackson)



VOCÊ NÃO SOUBE ME AMAR (Blitz)



VOYAGE, VOYAGE (Desireless)



WE ARE THE WORD (USA For Africa)


AGRADECIMENTOS
Infelizmente, não foi possível colocar todas as indicações que recebi pelo Facebook. Agradeço muito a todos os amigos do Facebook que contribuíram com sugestões para o post.

São eles: Daniel de Souza, Diuan Feltrin, Hallan Klasnic, Cleber Dias, Sergio Pinheiro de Abreu, Luciano Toledo, Fabiana Baroni, Clemerson Mendes, Sueli Allianz Park, Eric Costa E Silva, Nelson Barauna Junior, Pauline Machado, Marcelo Dias, Anny Caroline Vieira, Rafael Almeida, Paulo Cezar Batagelo, Giuliano Faria, Rodrigo Oliveira, Angelo Cardoso, Gislaine Ábrego, Wladimir Batista Neto, Denise Crispim, Fernando Antônio Assis Lemos, Daniel Freitas, Guilherme Leal, Bruno Mazzei, Mariângela Anelli, Wilma Menezes, Rodrigo Prado, Rose Assis, Everson Matheus, Raliton Dee Jay, Fernando Prudencio, Eloisa Morales, Solange Dias Vergeiro, Marta Brito, Danilo Lemos, Gustavo Alves, Fábio Azevedo, Marcelo Teixeira, Nelson Custódio da Silva, Andréa Alcides, Adriana Tobias, Conceição Gualda, Dennis Oliveira, Fabiana Baroni, Arlen Pontes, Márcia Souza Terra, Rodrigo Mendonça, Danyel Lucas Ohara, Ricardo Hassegawa, Mariana Santos, Tiago Lotto, Marcelo Peixoto Trevizo, Angela Sarraceni, Sol Carvalho, Lucas Santos, Zen San, Marcio Lyra, Vivi Tamanaha, Marlon Resina, Moacyr Paes De Almeida Neto, Antonio Batista, Deise Corazza, Clebinho MC, Welington Bolla, Roselana Aguiar, Jim Okasaki, Giuliano Valori, Marcelo de Souza, Gustavo Almeida, Marcio Arai, Marcos Martins, Lilian Flores, Leandro Mendes, Helder Bertazzi, Laercio Bachega, Vitor Massuda, Wagner Maia, Dayse Salgado, Alexandre Shigueru Morita, Mário Luiz Trevelin Júnior, Dennis Oliveira e Socorro Freitas.

Fake news: não sirva de massa de manobra nas redes sociais


O fracasso da vacinação contra a febre amarela no Brasil serviu de alerta para uma praga que se alastra na vida de milhões de pessoas que vivem o dia inteiro com seu celular, recebendo mensagens pelo Whatsapp e Facebook: o "fake news". Em tradução literal, "notícias falsas". Como jornalista, prefiro chamar de "correntes falsas", pois notícia é o que informa uma pessoa e não a engana.

Com uma grande parte de brasileiros, que se acha mais esperta, funciona assim: a imprensa nunca diz a verdade, então, vou acreditar em um desconhecido que me manda uma mensagem, dizendo justamente o contrário do que vem sendo noticiado após serem ouvidos profissionais da área envolvida.

"Fake news" é como automedicação, pois o paciente prefere acreditar na vizinha que usou tal remédio para se curar do que no médico que receitou algo especificamente para o seu problema. Esta praga virtual se aproveita da falta de educação - aqui no Brasil e no resto do mundo - para se alastrar como um rastro de pólvora.

E ninguém admite que foi enganado. Entramos aí em um segundo problema sério de boa parte da população: a vitimização. Em vez de pesquisar antes de compartilhar algo duvidoso - usar o mestre Google ajudaria muito -, a pessoa prefere divulgar logo, porque "pode ser verdade". E não admite que fez isso deliberadamente, preferindo acreditar que foi enganada quando alguém prova que é mentira.

E há gente pior: você avisa que é "fake news", mas ela ignora e mantém a postagem no Facebook, porque 'tem um fundo de verdade' ou simplesmente por querer divulgar mentiras mesmo ou prejudicar alguém que não gosta.

Há ainda neste grupo de massa de manobra as pessoas que não entendem muito de redes sociais e caem, sem perceber, nas artimanhas dos bandidos virtuais - sim, são bandidos tão perigosos como aqueles que usam armas e invadem sua casa.

Não posso me esquecer dos partidos e grupos envolvidos em política. São eles que disparam a maioria das correntes falsas para prejudicar algum político ou beneficiar outro. E contam com tentáculos espalhados em várias partes, que ajudam na proliferação, contando com a revolta da população com tantos casos de corrupção.

Aí você me pergunta: “Como não cair em fake news?”

Basta, por um instante, prestar atenção no que você recebeu, pensar um pouco antes de espalhar, achando que é esperto e vai "ajudar" seus amigos em troca e alguns likes. Pergunte: qual é a fonte da informação? Existe alguém pedindo para "compartilhar sem dó" porque "querem retirar do ar" ou "a Globo não divulga"?

“Mas eu não sei se a fonte é segura. O que faço?”

Leia mais! Se não entende de um assunto, não o compartilhe! Se não conhece órgãos de imprensa confiáveis, pesquise sobre o que consta na origem da informação que quer compartilhar.

"Ah! Todos esses órgãos de imprensa são vendidos". Se você pensa assim, já não posso fazer nada para combater a sua neurose.

VEJA AQUI MAIS ALGUMAS DICAS PARA SE PROTEGER:

- Recebeu pelo Whatsapp? Então, desconfie sempre
- Notícia falsa no Facebook: saiba como identificar

Não sirva de massa de manobra!

Não faça parte da síndrome da manada, correndo atrás de uma maioria, que dispara sem ao menos saber para onde está indo!

Pense, avalie, verifique antes de compartilhar! Você é importante, sim, nesta corrente das redes sociais. Se quebrar o elo, ajuda muito a reduzir fake news.

Música brasileira de qualidade para ouvir sem passar vergonha


'A MPB regrediu pra fase anal'. A frase de Lulu Santos em seu Twitter revela a sensação de brasileiros que gostam de música de qualidade, mas estão sendo bombardeados diariamente na grande mídia com bundas e letras que envergonham pela péssima qualidade. E pior: quem é de fora acha, realmente, que isto é o melhor que o brasileiro tem.

É claro que lixo cultural existe em qualquer parte do planeta. Mas quando passa a se alastrar tanto em um país, contaminando uma geração inteira, é hora de começar a se preocupar.

Responda rápido: se você é jovem e gosta de canções que apelam apenas para batidas frenéticas, com "cantores" desafinados e letras bizarras que falam só de sexo e bebida, sente-se bem em tocá-las ao fazer uma reunião de família, com pessoas de várias idades? Tenho certeza que não. Até você, lá no fundo, tem vergonha do que ouve.

Felizmente, a nova geração não está totalmente perdida em meio a este mar de fezes que se tornou a música brasileira. Existem jovens cantores muito afinados que nos emocionam com trabalhos de qualidade, com letras que realmente passam uma mensagem e fazem a gente querer decorar para cantar em qualquer lugar, com orgulho. Infelizmente, são poucos, aparecem raramente na TV aberta e nas rádios, mas existem, graças ao mesmo poder da internet que serve para compartilhar tanta "música anal".

Abaixo, algumas dessas obras de arte brasileiras que possuem clipes oficiais e fazem você ouvir alto, sem vergonha alguma:

Anavitória - Agora Eu Quero Ir




Kell Smith - Era Uma Vez




Luísa Sonza - Olhos Castanhos




Ana Vilela - Promete




Roberta Campos - Minha Felicidade




Tiê - A Noite




Sandy e Tiago Iorc - Me Espera




Vanessa da Mata - Ainda Bem




Anavitória e Diogo Piçarra - Trevo (Tu)




Vitor Kley - Farol




Tiago Iorc - Amei Te Ver




Vitor Kley - Dois Amores




Ana Carolina, Seu Jorge - Mais uma Vez (Nós Dois)



Tiago Iorc - Tempo Perdido




Banda do Mar - Mais Ninguém




Anavitória - Singular




Ana Vilela - Trem-Bala



OUÇA NO SPOTIFY
Quer ouvir esta seleção no Spotify? Então, clique neste link (É preciso ter uma conta no aplicativo). Sempre que uma raridade aparecer, será adicionada à lista.


DEDICATÓRIA
Este post é dedicado à minha amiga Mônica Gardenal, uma jornalista araçatubense que mora nos Estados Unidos e, assim como outros brasileiros de bom gosto, estava à procura de músicas de qualidade para ouvir.

Diário de um ex-careca: saiba tudo sobre aplicação de prótese capilar


Depois de quase dez anos careca, a sensação inicial é de ver uma nova pessoa no espelho. É estranho ter de novo uma porção de cabelos para passar entre os próprios dedos lentamente. A simples rotina de usar uma escova para pentear a parte de cima de sua cabeça o deixa constrangido, como se tivesse que reaprender a fazer algo tão comum na vida das pessoas.

No primeiro dia, parece que está usando um boné; se baixar a cabeça para arrumar os chinelos, por exemplo, a impressão é que vai descolar e cair. Só impressão. Sua cabeça, antes desprotegida e a primeira a sentir frio em qualquer mudança de clima, começa lentamente a esquentar. E aos poucos sua vida volta ao normal, com a diferença de que agora sua esposa olha para você como se tivesse rejuvenescido.

Usar uma prótese capilar é mais do que um simples luxo. É algo que deveria ser oferecido pelo SUS, tamanho o benefício que proporciona para a autoestima. Quando você deixa o salão de cabeleireiro, é outra pessoa. Mais confiante, mais... normal.

REDES SOCIAIS
A calvície nunca foi problema para mim. Nunca me incomodou. Comecei a perder meus cabelos encaracolados quando tinha 25 anos - e cultivava um grande topete. Como minha esposa nunca se importou - ou pelo menos nunca me disse que se importava -, também não me importei. Nunca fui atrás de tratamentos ou mesmo de um implante. Se funcionassem, astros internacionais como Vin Diesel ou Bruce Willis, que são milionários, já teriam usado.

As redes sociais me fizeram mudar de ideia. E a culpa é do empresário Gleber Piona, um amigo antigo que cuidava do meu falecido topete. Dono de um dos salões mais conhecidos de Araçatuba e região, ele trabalha com próteses capilares desde o início dos anos 2000, mas seus vídeos divulgados no Facebook, mostrando um resultado fantástico e natural, começaram a atrair mais clientes. Inclusive eu.

A convite de Piona, incentivado por outro grande amigo e companheiro de calvície, o jornalista Marcelo Trevizo, e com apoio de minha esposa, decidi experimentar, aos 46 anos de idade, como seria voltar a ter um topete.

PREPARAÇÃO
A primeira atitude é guardar a empolgação. Se finalmente decidiu colocar uma prótese capilar, não pense que chegará ao salão e sairá com uma. O processo é demorado para que saia perfeito. E Piona é exigente com isso. Antes de tudo, ele faz uma avaliação do seu cabelo, tira fotos, faz vídeos. É necessário para que escolha a prótese ideal.

Outro passo importante é o tamanho do cabelo que restou. Será necessário deixá-lo crescer para que a prótese "encaixe" perfeitamente nele. No meu caso, a demora foi de quase dois meses até que os cabelos ficassem no tamanho ideal e a prótese fosse escolhida, com fios grisalhos também. Se o cliente quer pintar o cabelo, a prótese seguirá o tom da tintura que escolher. Mas nada melhor que o natural, na minha opinião.

O GRANDE DIA
O implante demora cerca de duas horas. Feito calmamente e com todo cuidado típico de um grande profissional como o Piona. Ele retira o cabelo nas partes da cabeça que ficarão com adesivo, marca com uma canetinha pontos para deixar tudo no lugar correto e cola a cabeleira bem devagar.

Depois de colocar a prótese - que é feita de cabelo humano fixado em uma rede muito fina e já tem fitas adesivas -, vem o toque profissional: um penteado personalizado. O resultado é um cabelo natural. No meu caso, mantive o grisalho, o que ajudou ainda mais.

Com os colegas, o impacto foi grande. Alguns disseram que não me reconheceram logo que entrei na redação. Achei que fosse ser alvo de brincadeiras, mas os comentários foram sempre positivos. Levar as gozações na esportiva é essencial. Logo vão se acostumar com seu novo visual.

ROTINA
Manter o penteado é sua nova "preocupação". A cada olhada no espelho, uma passada de mão para arrumar os fios rebeldes. Uma escova com cerdas bem abertas e pontas de bolinha para não danificar a prótese, além de um creme para mantê-la bem hidratada durante os penteados, são essenciais.

Nas primeiras 48 horas não é recomendado fazer exercícios físicos que o levem a suar muito. Nem lavar a cabeça.

A primeira noite de sono é também "estranha". Você fica preocupado que o implante vai cair ao se mexer no travesseiro, mas nada acontece. Já o amanhecer é "assustador": um topete enorme despenteado para cuidar pela manhã. Nada que você não faça sorrindo, vivendo agora a doce vida de um ex-careca.

SERVIÇO
O salão de Gleber Piona fica na rua Bandeirantes, 783, em Araçatuba.
Telefones: (18) 3622-5535 e 98156-8545 (Whatsapp). O atendimento é com hora marcada.

Veja abaixo como foi a aplicação da prótese.

Fotos de Luci Neide Taveira e Marcelo Trevizo:



TIRE SUAS DÚVIDAS

Gleber Piona, especialista na aplicação de próteses capilares, tira dúvidas de quem pretende usar uma prótese capilar:

Quem pode usar?
Não há idade. Homens, mulheres e crianças podem aplicar. É recomendada, inclusive, para quem possui alguma cicatriz no couro cabeludo ou queda provocada por quimioterapia.

Do que é feita a prótese?
De cabelo humano, aplicado em uma fina rede que permite à pele respirar normalmente.

É feita alguma cirurgia?
Não. A prótese é colada com fitas adesivas. Em homens, é raspada a área de cima para facilitar a aplicação. Em mulheres, não é necessário porque é usada outra técnica.

Posso tomar banho com a prótese?
Sim, é possível levar uma vida normal. Se o cliente quiser aumentar a vida útil dos cabelos da prótese, pode lavar a cabeça uma vez por semana, em média. Mas é importante usar sempre xampu e condicionador de qualidade para cabelos secos e passar um hidratante ao pentear. A hidratação da prótese é essencial.

Posso entrar com ela em uma piscina?
Sim, desde que a manutenção esteja em dia. E somente 48 horas depois da aplicação.

Como é feita a manutenção?
Entre duas e quatro semanas em média. A prótese é retirada e higienizada. A fita adesiva é trocada. A cabeça do cliente, se for homem, é raspada novamente e limpa no local onde a prótese é aplicada. Se for necessário, o cabelo é cortado para manter o penteado. No caso de mulheres, não é necessário raspar a área.

Qual o valor de uma prótese de qualidade?
Entre R$ 1,2 mil e R$ 2,1 mil.

Quanto custa a manutenção?
R$ 75 em média.


Assista no vídeo abaixo entrevista com Alceu Batista e Gleber Piona, usuários de próteses, além de detalhes da aplicação em Zemarcos:




"Quando olho no espelho, o astral e a autoestima aumentam bastante", diz vereador


O vereador Alceu Batista, de Araçatuba, usa prótese capilar há mais de um mês. E aprovou a mudança de visual. Ele foi convencido por outro vereador muito conhecido no município, Cido Saraiva, que optou pelo dispositivo há vários anos. Ambos também são clientes de Gleber Piona.

Alceu começou a perder cabelo aos 20 anos. Hoje tem 54. E por mais que tentasse arrumar o que restou em volta da cabeça, não ficava satisfeito. "O implante estava fora de cogitação, porque não queria me submeter a nenhuma cirurgia", afirmou. A decisão pela prótese foi tomada por vaidade mesmo. "Decidi fazer esse procedimento (prótese) porque pensei: se não gostar, posso retirar. Não tenho problema nenhum em ter minha careca de volta."

Alceu Batista antes e depois da prótese. Fotos: Alexandre Souza/Folha da Região

O vereador já se adaptou e lembra-se apenas que usa prótese quando alguém diz alguma coisa. E se perguntam a respeito, ele afirma que tem prazer em explicar. Na primeira manutenção, decidiu apenas reduzir o topete.

Sobre a recepção dos amigos e da família, Alceu diz que foi bacana. "Não ligo para gozação. Levo muito na esportiva. Alguns amigos tiraram sarro. As esposas de alguns colegas carecas acharam bacana e sugeriram para que fizessem também", afirma.

A esposa dele, inicialmente, não queria que fizesse, mas hoje é ela quem o penteia. E está gostando. "Estou me sentindo muito bem. Quando olho no espelho, o astral e a autoestima aumentam bastante", revela. "Não achei que seria tão bom."

Campanha: bloqueie, sem dó, pessoas mal-educadas nas redes sociais


Em nome da democracia das redes sociais, sites, blogueiros e youtubers se acham na obrigação de suportar ataques de ódio e muita falta de educação em comentários dos internautas. Essas pessoas são chamadas de haters, mas, na verdade, são uns mal-educados que não sabem se expressar no mundo virtual e acham que "têm o direito" de escrever um monte de porcarias porque existe "liberdade de expressão".

Chamo estas pessoas de valentões de monitor, pois a maioria consegue se expressar apenas na frente do computador. Quando você encontra a pessoa, ela fica geralmente bem quietinha, sem qualquer valentia.

Isso é também o reflexo da falta de educação do povo brasileiro. E não estou falando de estudos, mas da falta de acompanhamento dos pais para que os filhos se tornem uma pessoa útil à sociedade em vez de ficarem despejando besteiras em Facebook, Twitter e Instagram. Geralmente, são o reflexo também de pais que pensam da mesma forma, que se preocupam mais em fazer "protestinho" nas redes sociais do que algo que realmente importe.

Por isso, defendo que você não dê espaço para esse tipo de gente. Não permita que esses mal-educados sujem sua timeline com baboseiras de ódio, com julgamentos odiosos e observações maldosas que mostram como foram criados.

Sempre comparo as redes sociais com a vida real. Você não permite que alguém, em nome da democracia, em nome da liberdade em se manifestar, defeque no jardim de sua casa ou piche as paredes. Então, não permita que haters defequem na sua timeline.

Existe uma diferença muito grande entre comentar e achincalhar. Não é necessário xingar, falar palavrões, distribuir frases cheias de ódio para dar sua opinião. Se quer se manifestar, faça de forma educada, como faria em uma reunião ou em qualquer encontro com pessoas na vida real.

Em nome da paz, apague esses comentários e bloqueie os mal-educados todas as vezes que aparecerem, mesmo que você represente uma empresa vendendo um produto ou seja uma figura pública.

Apague também tudo que for prejudicial a uma timeline saudável. Você verá como uma rede social formada por pessoas educadas e com argumentos pode deixar melhor o seu dia.