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domingo, 31 de janeiro de 2016

O reflexo das redes sociais no jornalismo brasileiro

Jose Marcos Taveira - 31.1.16




A suposta decisão de um cantor carioca de funk em fazer vasectomia foi destaque em sites de notícia brasileiros. Mr. Catra, que afirma ter três mulheres que “vivem com ele em harmonia”, afirmou em sua conta no Facebook que vai fazer a cirurgia depois de “32 filhos e quatro netos”. A “informação” recebeu 57 mil curtidas, foi compartilhada seis mil vezes e recebeu 9,5 mil comentários. Na verdade, era uma brincadeira, desmentida no dia seguinte pelo próprio músico, alegando que participou de uma pegadinha com um humorista.

A pergunta é: quem é Mr. Catra para merecer tanto destaque na mídia? E mais: qual é o grande sucesso da carreira dele que faça parte do cotidiano do povo brasileiro e explique tanto sucesso nas redes sociais? E o que uma suposta vasectomia feita por ele irá mudar na vida da população? Um episódio como esse é apenas uma mostra do que se tornou o jornalismo, impulsionado pelas redes sociais. A notícia passou a ser pautada pelas curtidas e compartilhamentos que uma suposta celebridade recebe.

Em um artigo publicado no site “Observatório da Imprensa”, o jornalista Cleyton Carlos Torres chama a atenção para este fenômeno, que enxuga redações com o argumento de que posts em Facebook e Twitter podem substituir o aprofundamento da reportagem e o bom repórter. Para ele, trata-se da “facebookização do jornalismo”.

“Quando se falava em jornalismo cidadão e participação do usuário, muitos pensavam em um jornalismo global-local, com o dinamismo e velocidade que a internet exige. Porém, o que temos visto não vai ao encontro desse pensamento, já que o espaço do cidadão no jornalismo é medido apenas pelo seu humor, a participação do usuário é medida em curtidas e o jornalismo muitas vezes não é jornalismo, sendo apenas uma mera isca para likes e shares”, afirma Torres em seu texto. E completa: “O abuso de listas, o uso de “especialistas de Facebook” como fonte, pautas sendo construídas com base em timelines alheias ou o frenesi encantador de likes e shares têm feito com que uma das maiores armadilhas das redes sociais abocanhe o jornalismo”.

Graças a essa “facebookização”, pessoas como Kéfera Buchmann, a brasileira com o maior número de seguidores no Youtube (6,1 milhões) ganha o mesmo espaço na mídia que uma personalidade real ou um fato que possa influenciar na vida dos brasileiros. E esta fama toda servirá de mote para ela escrever um livro, contando sua história. Talvez a primeira a ler seja MC Melody, uma menina de 8 anos que canta funk e “ensina cultura” para o povo apenas com seu “afinado” falsete.

domingo, 17 de janeiro de 2016

A culpa é sempre da Polícia Militar, nunca do baderneiro

Jose Marcos Taveira - 17.1.16



O que dizer de um episódio como este, ocorrido na Argentina?
Que acontece do mesmo jeito no Brasil... (Foto de Alfredo Leiva Durán) 

Não é de hoje que a Polícia Militar do Estado de São Paulo é chamada de violenta, truculenta e outros adjetivos nada animadores para a segurança pública. Basta agir com rigor em manifestações repletas de vândalos mascarados, especialistas em baderna e destruição, como as que vêm acontecendo nos protestos do Movimento Passe Livre em São Paulo, que começam as enxurradas de críticas nas redes sociais e em vários órgãos de imprensa.

Logo são entrevistadas “vítimas da opressão policial”, com imagens de pessoas ensanguentadas, atingidas por estilhaços de bombas de efeito moral ou sufocando pela fumaça. A mãe de um deles fica revoltada e promete processar o Estado, sem ao menos saber o que seu filho fez. E a culpa é sempre da PM “malpreparada”, da “falta de treinamento” de seus homens e da “vontade de bater” em “trabalhadores”.

A questão é: como controlar uma multidão com baderneiros infiltrados, muitos deles armados, sem o uso de bombas e balas de borracha? Com diálogo? Pedindo para que façam o favor de não atirar coquetéis molotov e fogos de artifício nas pessoas, nem destruir lojas e patrimônio público? Qual é a fórmula mágica de se enfrentar quem está disposto a provocar o caos ou até mesmo agir com motivação política?

É muito fácil criticar quando não se está na linha de frente. É muito fácil um “especialista em segurança” dizer que existe falta de preparo quando nunca enfrentou um bandido ou um mascarado armado com paus e pedras, correntes ou até mesmo soco-inglês, que pode espancar uma autoridade policial até a morte, sem querer saber se é um pai de família que está cumprindo seu dever.

Um exemplo recente desta mania de culpar a PM por tudo ocorreu em Araçatuba (SP), em dezembro do ano passado. Um policial foi obrigado a dar um tiro para o alto ao ser agredido por uma adolescente que tentava, aos gritos, impedir que seu companheiro fosse detido.

O episódio teve uma repercussão muito grande nas redes sociais e as críticas, é claro, foram grandes também. O tiro ocorreu porque muita gente se aproximava durante a ação. Enquanto a menina batia nos policiais, ninguém fazia nada. Mas bastou um deles empurrá-la que começaram os gritos de “covarde”.

É preciso entender que a Polícia Militar existe para encarar diariamente bandidos de todo tipo. E deve agir com rigor, sim, se for necessário. Erros existem, porque os batalhões são formados de seres humanos. Se alguém é parado na rua, não tem que ficar nervoso, mas respeitar a blitz.

Não está escrito no rosto de ninguém que é trabalhador. O Brasil precisa acabar com a hipocrisia de achar que bandidos — inclusive os que se infiltram em manifestações — merecem respeito, carinho e amor.

sábado, 21 de novembro de 2015

Notícia falsa no Facebook: saiba como identificar

Jose Marcos Taveira - 21.11.15




Criar uma notícia falsa se transformou em renda para muita gente. Há sites especializados nisso, que se aproveitam da ingenuidade de uma grande parte de usuários do Facebook para que logo o boato se transforme em viral, gerando acessos e renda.

Uma grande parte desses pilantras virtuais está envolvida em política. Mas existem os chamados "sites de humor", que inventam para "divertir" e acabam enganando os desavisados. Acho que espaços virtuais que exploram isso deveriam ser proibidos, porque mentiras em nome do humor não acrescentam nada e ainda prejudicam várias personalidades.

Um bom exemplo de mentira compartilhada exaustivamente é a "notícia" de que o deputado Jean Wyllys teria proposto uma emenda para retirar homofobia da Bíblia. É uma mentira para "divertir", mas acabou gerando ataques pessoais ao ex-BBB por muitos radicais que, além de não pesquisarem a origem da "informação", compartilham incansavelmente, querendo denegrir sua imagem.

Existem inúmeros fatos iguais e que ganham cada vez mais força nas redes sociais. São tantos que existe um site especializado em desmentir essas barbaridades: o E-farsas. Sempre digo ao seu criador, o Gilmar Lopes, que seu trabalho é um oásis no deserto de criatividade no Facebook e na internet.

Para não compartilhar posts mentirosos, que sempre vêm com uma foto ou montagem, existe uma ferramenta do Google que ajuda muito. Com o Google Images, é possível descobrir a origem da foto e saber se realmente faz parte da "denúncia" ou foi usada em outra data.

COMO FAZER
Acesse o Google Images. Veja que existe um ícone de foto ao lado da busca:



Clique nele. Na próxima janela que abrir, você poderá colar o endereço da imagem que esteja em um site ou blog. Se estiver no Facebook, copie a foto para seu computador. Siga os mesmos procedimentos anteriores, mas escolha a aba "Carregar uma imagem" e envie para o Google analisar:




O resultado da pesquisa vai mostrar os sites onde a foto foi publicada. Basta, então, pesquisar.


E-FARSAS
Outra forma de procurar uma notícia suspeita é o site E-Farsas. Acesse, navegue nele ou escolha uma palavra-chave e use a busca. Você vai se assustar com a quantidade de mentiras que circula pelas redes sociais...




GOOGLE
Outro jeito simples de não divulgar boatos é acessar o próprio Google e pesquisar. Aliás, não precisa nem acessar o site, basta digitar as palavras na área de endereço do seu navegador e pronto!



DICAS
Preste atenção em alguns detalhes para saber, de cara, que a notícia é falsa:

- Qual é a origem da informação? Vem de um site conhecido? Cuidado, pois já é possível enganar os usuários do Facebook. Já vi um post que dizia ser do G1. Quando se clicava, ia para outro endereço. Cheque, então, antes de fazer seus amigos serem enganados;

- Fuja de posts quando a frase para chamar a atenção do internauta começa com "Isso a Globo não divulga", "Isso a imprensa comprada não divulga", "Deu no Globo Repórter", "A mídia comprada não pode divulgar"... É sempre mentira. A imprensa vive da divulgação de fatos. Se uma ou outra foi comprada, outras, com certeza, divulgarão - em muitos casos, os próprios repórteres censurados repassam o material para colegas;

- Quando o fato ocorreu? Onde foi publicado? Quem é o autor?


MORAL DA HISTÓRIA
Compartilhe apenas posts de sites e blogs confiáveis. Se não conhece, acesse e conheça o trabalho do blogueiro ou do órgão de imprensa antes de ir divulgando para os seus amigos e ainda dizer: "Vai que é verdade"...

Hoje existem blogs de política especializados em atacar ou defender governos. Não confie neles. A verdadeira distorção da informação vem desses espaços virtuais bancados por partidos ou defendores de ideologias que não ajudam em nada o Brasil.

E, por fim, o mais importante: USE O BOM SENSO!

domingo, 8 de novembro de 2015

Os 'di menor', a educação na palmatória e o caráter

Jose Marcos Taveira - 8.11.15



Menino de 7 anos destrói sala em escola no Rio sem que profissionais possam tocar nele

Décadas atrás, os alunos respeitavam e até temiam seus professores, tanto quanto seus pais, a quem pediam a bênção e baixavam a cabeça quando viam um simples olhar de reprovação. Nas escolas, muitos estudantes problemáticos davam a mão à palmatória, literalmente, se aprontassem alguma coisa.

Esse tipo de violência física como castigo durante o aprendizado não é mais aceito em qualquer instituição. O problema é que agora são os mestres que apanham ou são ameaçados de morte por jovens que não recebem qualquer educação em suas casas. São vítimas de uma inversão de valores que beneficia bandidos e delinquentes em todo o País.

Recentemente, dois casos envolvendo crianças e adolescentes problemáticos ganharam repercussão nacional. E um terceiro, ocorrido nos Estados Unidos, mostra que não adianta tratar violência com mais violência.

Em uma das ocorrências registradas no Brasil, um garoto de 7 anos destruiu a sala de uma escola de Macaé (RJ) sem que os profissionais o impedissem, temendo represálias (leia aqui). Um vídeo mostrando o "dia de fúria" ganhou as redes sociais. Mas justamente por não tocar nele é que a direção foi punida, sendo afastada e gerando revolva em quem acompanhou o episódio.

Em um caso assim, qualquer atitude teria uma repercussão negativa. Se o impedissem, segurando o garoto, e ele ficasse com qualquer hematoma, os pais fariam um escândalo e processariam a escola. Como não o seguraram, e a imagem ainda foi divulgada na internet, também foram punidos e podem ser processados.

Já em uma cidade baiana, uma menina de 14 anos não suportou a ideia de ter que ficar 30 dias sem seu celular e partiu para cima da diretora que o apreendeu. A menina o utilizava na sala de aula, o que é proibido na instituição (leia aqui). Alunos filmaram quando ela, muito maior que a diretora, partiu para a agressão, invadindo sua sala, puxando o cabelo e batendo na profissional. Foi expulsa.

Nos Estados Unidos, outra adolescente problemática desrespeitou a professora, que precisou chamar um policial para que ela fosse retirada da sala, já que se recusava a sair (leia aqui). Como ela também não atendeu ao policial, ele exagerou no uso da força, derrubando a garota da cadeira, arrastando-a e algemando-a na frente de todos.

Mesmo que sua atitude tenha sido violenta, 99% dos internautas o parabenizaram, porque estão cansados com a inversão de valores, na qual a pessoa que provoca um problema acaba sempre sendo beneficiada. Não adiantou e ele foi demitido.

Essa violência nas salas de aula é apenas um reflexo do que acontece em nossa sociedade, onde quem dirige bêbado e mata não fica na cadeia e quem ocupa um cargo público e rouba milhões não tem qualquer punição decente, sendo beneficiado por brechas na lei. É o resultado da impunidade desenfreada.

Na tentativa de beneficiar pessoas de bem que erraram e pensando na recuperação de jovens, a lei acaba ajudando jovens bandidos a se safarem de punições de verdade. E quem sofre é a própria sociedade, obrigada a viver com medo de que um "di menor" possa invadir sua casa para roubá-lo e molestar seus parentes. Ou mesmo tendo que estudar ao lado de um deles. Ou ainda receber ameaças na tentativa de educá-los...

Entidade e muitas pessoas que defendem os direitos humanos entendem que menores infratores são recuperáveis, pois isso devem sempre ter tratamento diferenciado. Na teoria, deveria funcionar. Na prática, muitos não se recuperam. Pelo contrário, aprendem a ser bandidos ainda piores em instituições brasileiras.

A palmatória nunca foi uma forma correta de ensinar, mas a proteção extrema também não. O que vemos hoje é uma juventude que venera a tal "vida loka", como se isso tivesse um futuro. São crianças que não se dão ao trabalho de ler ou mesmo aprender a escrever corretamente, mesmo tendo à disposição um mundo todo digital e celulares conectados à internet. Essa geração prefere músicas que falam de pegação e balada, sensualizando em vez de dançar; é formada por jovens que acreditam que estão "arrasando" e "sendo invejados" quando dirigem com o som nas alturas, mas, na verdade, perturbam os vizinhos e são odiados.

E as meninas, que deveriam se valorizar, preferem exibir o corpo com shortinhos minúsculos e poses sensuais em suas fotos no Facebook, fazendo biquinho e "brigando por homem". Resultado: seguem ao pé da letra as músicas que ouvem e engravidam cedo, descobrindo que o mundo real é bem além da tal pegação. O que acontece na balada, não fica na balada. Reflete no restante da sua vida e é carregado no colo por um bom tempo.

A solução para atitudes como essas esbarra sempre na educação, que deve vir de berço. É em casa que crianças e adolescentes devem aprender a respeitar os mais velhos, independente de classe social. Se os pais permitem malcriações e grosserias com eles mesmos, não conseguirão impedir que seus filhos façam isso na rua e colaboram para a criação de mais um "di menor" problemático ou uma menina grávida aos 14, 15 anos...

Pedir bênção pode ter saído de moda, mas respeitar os mais velhos, começando por quem lhe o colocou no mundo, alimenta e veste, é o principal requisito para a formação de alguém com caráter.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A lamentável minimização de crimes pequenos

Jose Marcos Taveira - 21.10.15




O povo brasileiro fica indignado nas redes sociais quando alguém é punido, mesmo de forma correta e dentro da lei, por ter praticado um crime considerado pequeno. Em um país cheio de políticos corruptos intocáveis, que respondem a processos por desviar bilhões de reais que poderiam ser empregados na saúde, educação e infraestrutura, ir para a cadeia por furtar um desodorante ou carne no supermercado é impensável.

O caso mais recente da indignação on-line envolve um bombom. Uma faxineira responde a inquérito policial por ter comido a guloseima, no último dia 30 de setembro, que estava em uma caixa na sala do corregedor da Polícia Federal em Roraima. A ação foi filmada e ela precisou prestar depoimento em inquérito. Tudo dentro da lei.

Como sempre acontece nas redes sociais, o episódio ganhou uma repercussão monstruosa. De vítima de um furto considerado insignificante pela Justiça, o delegado passou a ser vilão, sendo atacado de todas as maneiras e com todos os adjetivos ruins que se possa imaginar. Seu nome passou a ser divulgado, junto com sua foto, como se fosse um bandido perigoso. E ele só fez o seu trabalho...

Recebendo apoio até da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a faxineira, agora uma “vítima injustiçada por alguém de classe social superior”, segundo brada grande parte dos internautas, pergunta: "Que burrada que eu fiz?". E se diz preocupada com sua imagem e seu nome.

Deveria mesmo. O trabalho de faxineira, doméstica ou diarista precisa de algo muito importante: confiança. E esses profissionais sabem disso. Ninguém, geralmente, aceita contratar uma pessoa que tenha o costume de pegar qualquer objeto de sua casa ou comer algo sem autorização. E a moça que trabalhava na corregedoria da Polícia Federal deveria saber disso antes de fazer algo “sem pensar”, como alegou.

Ela praticou um crime, sim, ao pegar o bombom sem autorização. E foi repreendida devidamente, como manda a lei e em uma instituição criada para punir quem está errado. Fazer campanha na internet para ajudar alguém que pratica um crime, mesmo insignificante aos olhos da Justiça, é ensinar para as crianças que podem comer o que quiserem na casa de estranhos sem precisar pedir, ou mesmo pegar pequenos objetos sem qualquer problema. Se alguém repreendê-los, estará errado.

Você contrataria algum profissional que tivesse o costume de comer guloseimas em sua casa sem autorização? Geralmente, não. A maioria das pessoas é exigente com quem tem acesso à sua família. Mas, em resposta a enquete feita pelo jornal Folha da Região, de Araçatuba (SP), os usuários do Facebook disseram justamente o contrário: que contratariam, sim, sem qualquer problema.

O estranho é que no resultado da enquete do jornal em seu portal, onde a foto e nome da pessoa não aparecem, 73% marcaram a opção que “não contratariam” uma profissional assim.

Minimizar crimes pequenos é abrir as portas para quem quer se aventurar em coisas grandes. A educação vem de berço e deveria ser defendida da mesma forma nas redes sociais, em qualquer situação. Pobreza não é desculpa para furtar, nem sequer uma agulha. Defender isso é desprezar quem batalha honestamente para ganhar o seu pão.

sábado, 15 de agosto de 2015

360 Total Security: antivírus poderoso e gratuito

Jose Marcos Taveira - 15.8.15




Existem muitos antivírus no mercado, para todos os gostos e bolsos. Mas é difícil encontrar um como o 360 Total Security, desenvolvido pela chinesa Qihoo 360 Technology (Qihoo 360) e ainda por cima totalmente gratuito.

Difícil de encontrar porque consegue ser bom em três princípios fundamentais para um bom guardião da nossa vida digital: é eficiente (possui quatro motores de proteção), não compromete o desempenho do computador e é fácil de usar.

Se você é um daqueles que não gosta de produtos chineses por causa do Baidu, abra sua mente. Primeiro, porque o antivírus do Baidu é realmente muito bom. Já escrevi a respeito aqui no blog depois de usá-lo por um bom tempo. Não tem nada a ver com aqueles programas intrusos utilizados pela empresa e que já receberam muita crítica.

Segundo, porque empresas chinesas invadem sua privacidade tanto quanto as norte-americanas, brasileiras ou qualquer outra. Entenda uma coisa: você não tem privacidade na rede mundial de computadores. Isso é fato e não adianta achar o contrário.

Por que usar o 360?

Primeiro, pela proteção oferecida. Além do próprio motor de escaneamento, o antivírus oferece outro nas nuvens (fora de seu computador, instalado em servidores) e tem parceria com dois gigantes nesta área: Avira e Bitdefender. Resumindo: são quatro camadas de proteção, mais um sistema que corrige anomalias no sistema.

Com tudo isso, o 360 Total Security ainda é leve, não pesa em seu computador. E muito fácil de usar, bastando apenas alguns cliques para monitorar o PC. Fora isso, ainda limpa arquivos inúteis e protege sua rede wi-fi, verificando se as configurações do roteador são seguras.

Clique aqui para acessar a página do 360 e baixar o antivírus, em português e tirar todas as suas dúvidas a respeito. 




COMO USAR
Logo após baixar e instalar o programa, você precisa ativar as proteções do Avira e Bitdefender. Como são pesadas, não vêm instaladas por padrão no sistema.

Assim, abra o programa e clique em "Antivírus" no menu esquerdo. Depois, basta clicar nos respectivos ícones. Dependendo de sua conexão com a internet, demora um pouco para baixar os programas dos dois parceiros – por isso, não vêm como padrão.


Somente depois de instalá-los é que você deve clicar em "Verificação" no menu esquerdo. Assim, o programa vai rastrear seu computador em busca de quatro problemas: arquivos inúteis que atrapalham a inicialização do seu sistema operacional e outros temporários que sobrecarregam seu HD, vírus e programas maliciosos, além de verificar a rede sem fio (será que está segura com as atuais configurações?).

Você também pode fazer essas verificações de forma personalizada, clicando em cada um nos itens do menu de cada vez.

DICA
Sugiro também que acesse a área de configurações (ícone com três riscos horizontais que ficam no canto superior direito. Desmarque as opções "Indica o tempo de inicialização após iniciar", caso contrário o programa vai ficar mostrando isso toda vez que iniciar o computador. Desmarque também "Conectar Facebook automaticamente". É claro: se quiser as duas opções, deixe marcadas.

Uma vez por semana, no mínimo, peça para o 360 verificar seu computador.

Se algum programa seu for considerado suspeito de vírus, basta avisar o 360 que é seguro. Para isso, clique em “Antivírus” no menu esquerdo. Na área à direita, clique em “Lista de permissões”. Depois, escolha “Adicionar arq.”, se for apenas um arquivo suspeito, ou inclua a pasta inteira em “Adicionar pasta”. Assim, o antivírus não vai mais incomodá-lo.

O programa também separa arquivos que não conhece para analisá-los. Para isso, faça o upload deles à empresa sempre que for solicitado.

PEN-DRIVE
Sempre que espetar uma pen-drive ou HD externo no computador, o 360 vai agir. Ele possui um ícone próprio para abrir pastar ou mesmo retirar a pen-drive do computador sem comprometê-la. Use sempre. Ele aparece ao lado do relógio do computador.



E AGORA?
Depois disso, deixe o programa agir sozinho. As atualizações são automáticas.

sábado, 4 de julho de 2015

A necessidade de protestar... Mas só nas redes sociais

Jose Marcos Taveira - 4.7.15




Todo santo dia existe um protesto nas redes sociais. Para o bem ou para o mal, não importa. É preciso ter um!

O objetivo de uma grande massa de manobra virtual é achar um alvo para destilar sua ira. Se escreveu alguma coisa considerada errada por alguém popular que leu e não entendeu, o autor é martirizado.

Entender o contexto da publicação não é importante, mas atacar a pessoa, usar palavras como "lixo", "safado", "inútil", "ridículo" e compartilhar com seus amigos para receber uma curtida é o objetivo de muitos carentes por aprovação.

Se alguma figura pública, ou não, também for atacada, lá vem a tsunami de "defensores". Nesse caso, há a necessidade de mostrar como a vítima foi injustiçada, de compartilhar para seus amigos saberem a sua opinião, pois eles precisam disso, ou seja, saber o que você pensa para seguirem suas vidas - como se isso realmente importasse...

Logo surgem os #somostodosalgumescolhido. E a hashtag vai parar nos assuntos mais quentes do Twitter, como se isso também tivesse alguma importância real na vida dos brasileiros. Pronto! E esse grupo de desesperados por um protesto fica satisfeito.

No dia seguinte, a "vítima" defendida na hashtag vai dizer alguma coisa que possa simplesmente ser sua opinião. Se os "populares" não gostarem, logo vão criticá-la de forma irada e um montão de cordeirinhos, que não precisam entender o contexto do que a "ex-vítima" disse, colocam as garras virtuais de fora e arrasam a pessoa, transformando-a na vilã do dia.

E assim segue mais um dia normal nas redes sociais...

Na vida real, uma boa parte desses defensores/revoltosos prefere tomar uma cerveja a fazer qualquer manifestação contra a violência no seu bairro, o preço do combustível ou mesmo os buracos de rua. No dia da eleição, viram novamente cordeirinhos e votam em quem o "popular" de seu grupo mandar ou naquele que o comprou com alguma benesse.

E assim segue mais um dia normal na vida real...

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A falta de respeito com mortos e familiares nas redes sociais

Jose Marcos Taveira - 25.6.15




É impossível para um ser humano racional entender o que leva uma pessoa a tripudiar sobre mortos e seus familiares nas redes sociais. Se a pessoa for famosa, então, chega a ser constrangedor ler mensagens de ódio ou divulgação de imagens sangrentas de vítimas por alguns desses "cidadãos".

Na vida real, a morte sempre foi um momento de respeito. Mas nas redes sociais muita gente ignora essas regras de comunidade. Não estão nem aí com quem perdeu um parente e com o sofrimento da família. Criticam a mídia pela repercussão do caso quando o morto é uma celebridade e alguns até divulgam fotos que expõem o corpo dilacerado ou afogado da vítima.

Tudo isso por qual motivo?

Por achar que é diferente e não deve seguir normas de convivência na sociedade? Para ter 15 minutos de fama, espalhando entre seus "amigos" esse tipo de imagem forte?

Quando morre alguém próximo dessas pessoas, na vida real, ela não vai ao velório e começa a fazer críticas. Também não distribui imagens do corpo dilacerado do morto entre os convidados do velório. Mas a frieza da tela de um computador acaba com qualquer regra de etiqueta moral.

Todos vamos morrer, é um fato. Mas como você gostaria de ser lembrado? Sorridente, ao lado de quem ama, ou despedaçado, afogado, baleado? A resposta é óbvia!

Então, antes de vomitar nas redes sociais palavras de ódio e espalhar esse tipo de foto, pense na própria família. Seus pais, irmãos, primos ou amigos gostariam de vê-lo assim?

O velho ditado ainda é a melhor forma para refletir: não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você. E mais: a vida é um bumerangue: tudo o que fazemos, volta pra gente!
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